CIRURGIA A VISTA
30 de outubro de 2009O pito foi grande. Só não foi maior por que tinhamos justificativa.
1º. Gripe A.
2º Revisão de válvula
3º Hematúria preocupante, que me prendeu 15 dias no hospital e me deixou tão anemica que precisei fazer sangue com intervalo de 20 dias.
4º Viagem a Porto Alegre pra consultas com nefrologista e urologista pediarico para investigação do aparelho urinario,
OBS. Saindo de IJUI com indicação dos médicos daqui de que seria provavel a necessidade de uma cistoscopia e até uma biópsia renal.
5º O melhor de tudo. O desfecho: Após muuuuuuitos exames a descoberta da causa d desse sangramento renal: Meu ácido úrico nas alturas.
Remédio: Muuuuuuuuuita agua pra " lavar" os rins e ajudar a dissolver essa escessiva quantidade de acido úrico.
Então, retornando:....
MIELOMENGOCELE
9 de setembro de 2009Há sete anos atrás esperávamos com ansiedade a chegada de nosso 1º filho ou filha.
Pra nós tanto fazia, esse bebê não era planejado, mas era nosso sonho dourado.
Foi então que um belo dia de verão, o céu se abriu e pareceu me engolir.
Ao abrir um simples envelope de exame, foi como se abrisse a caixa de pandora.
Todo meu mundo, minha vida, minha maneira de ver , de sentir, de sonhar, de desejar....absolutamente tudo começou a mudar , dentro e fora de mim, .
Uma mudança tão intensa que ainda estou assimilando cada dia que passa sua extensão. Meu obstetra havia me pedido pra fazer uma umtrassonografia mais detalhada, um exame morfológico, pq suspeitava que o Bebe pudesse ter algum tipo de desvio na coluna " nada que possa te preocupar" disse ele.
Ao abrir o exame o que eu li foi algo que me pareceu como uma sentença de morte seguido de uma palavra que eu jamais havia ouvido na vida. Uma palavra, tão estranha com diferente ou misteriosa. " defeito de fechamento do tubo neural a altura da coluna lombo sacra MIELOMENIGOCELE .
Na hora só duas coisas ressoavam em minha mente: Defeito e mielomeningocele. Então o filho que eu tanto esperava e sonhava tinha um defeito. Isso eu podia entender, mas o resto.... pesadelo.
Procurei meu obstetra na mesma hora e nunca vou me esquecer do que ele disse em resposta à todas as minhas perguntas: EU NÃO SEI Como não sabia? Como um médico não ia saber? E como eu ia esperar mais 3 meses por algo que nem sabia o que era? Ir pra casa e terminar o enxoval de uma filha que eu nem, sabia se um dia teria nos braços? Então ele me deu uma luz. Pequena, mas uma luz. Me falou sabre um médico que poderia me esclarecer exatamente do que isso se tratava e se haveria uma chance de vida.
Depois de muito procura nós o encontramos. E foi ele que no falou tudo aquilo que precisávamos saber pra espera-la como ela precisaria ser recebida. Falou-nos das cirurgias que ela precisaria fazer, das muitas complicações que ela poderia vir a ter, dos médicos que teríamos que procurar e que a teriam que acompanhar pela vida afora. De uma série de limitações que ela poderia vir a ter.
Mas acima de tudo: Que havia uma chance de vida e que poderíamos ter esperança.
Na época era tudo que precisávamos saber .
Que havia uma esperança de que a teríamos nos braços e veríamos os seus olhinhos. Seremos eternamente agradecidos a ele por nos ter esclarecido no pior momento de nossas vidas.
Quando ela deu seus primeiros sinais de que viria ao mundo, já estávamos preparados para UTI, para cirurgias, para longas internações, para suas limitações.
Nossas familas e amigos já sabiam que ao nascer ela não teria um colinho aconchegante, as roupinhas que compramos pra ela nem o paparico de todos ao seu redor.
Sabíamos que seria o início de uma longa jornada de hospitais, tratamentos e terapias. Sabíamos que ela poderia não caminhar, talvez nem sentar, falar, enxergar ou entender.
Mas ela era nossa filha, amada e esperada e a queríamos independente do que viesse pela frente.
Ainda no ventre ela teve a promessa do seu pai de que enquanto ele vivesse a carregaria nos braços independente do que acontecesse.
Quando procuramos no google informações sobre mielo, a 1ª coisas que lemos é a seguinte:
Causas, incidência e fatores de risco: A mielomeningocele é um dos distúrbios de nascimento mais comuns do cérebro e da medula espinal (sistema nervoso central). Os ossos da espinha não se formam completamente e o canal espinal é incompleto. Isto permite que a medula espinal e as meninges (as membranas que cobrem a medula espinal) se projetem para fora das costas da criança.
A causa da mielomeningocele é desconhecida. No entanto, acredita-se que a deficiência de ácido fólico desempenhe papel importante nos defeitos do tubo neural, como a mielomeningocele
Cada informação era mais angustiante que a outra, mas não víamos a hora de toca-la e ver o seu rostinho...
O QUE É HIDROCEFALIA
14 de julho de 2009O que é Hidrocefalia?
Hidrocefalia vem do grego: hidro significa água, céfalo cabeça. Hidrocefalia é um acúmulo anormal de fluído - fluído cerebroespinhal, ou FCE - nas cavidades dentro do cérebro chamadas ventrículos. O fluído cérebro espinhal é produzido nos ventrículos, circula através do sistema ventricular e é absorvido na corrente sangüínea. O fluído cérebro espinhal está em constante circulação e tem muitas funções importantes. Ele envolve o cérebro e a medula espinhal agindo como uma almofada de proteção contra ferimentos. O fluído cérebro espinhal contém nutrientes e proteínas que são necessárias para a nutrição e funcionamento normal do cérebro. Ele também carrega produtos eliminados dos tecidos adjacentes. Hidrocefalia ocorre quando há um desequilíbrio entre o montante de fluído cérebro espinhal que é produzido e a quantidade que é absorvido. Por aumentar a quantidade de fluído cérebro espinhal, os ventrículos se dilatam e a pressão dentro da cabeça aumenta.
O que causa Hidrocefalia?
A Hidrocefalia congênita (presente no nascimento) supõe-se ser causada por uma interação complexa de fatores genéticos e ambientais. Estenose de aqueduto, uma obstrução do aqueduto cerebral, é a mais freqüente causa de Hidrocefalia congênita. Hidrocefalia adquirida pode ser resultado de Espinha Bífida, hemorragia intraventricular, meningite, trauma na cabeça, tumores e cistos. A hidrocefalia atinge, no mundo, cerca de uma em cada 500 crianças nascidas.
Como a Hidrocefalia é tratada?
Não há modo conhecido para prevenir ou curar Hidrocefalia. Atualmente, o tratamento mais eficaz é a inserção cirúrgica de uma válvula. Um catéter, que é um tubo flexível colocado no sistema ventricular do cérebro, direciona o fluxo de fluído cérebro espinhal para outra parte do corpo, normalmente a cavidade abdominal ou uma câmara do coração, onde ele é absorvido. A válvula conjugada ao catéter mantém o fluído cérebro espinhal numa pressão normal dentro dos ventrículos. Este procedimento é executado por um neurocirurgião.
A segunda foto é o meu caso. Hoje meu cateter "desagua"dentro do coração. Por um lado não há como ocorrerem cistos, por outro, como meu médico faz questão de lembrar sempre, qualquer infecção nas meninges pode ser fatal , numa velocidade muito maior que no outro caso , pq se o líquor for infectado, vai levar a infecção direto pro coração.
Hidrocefalia
13 de julho de 2009
:Realizou-se nos dias 13 e 14 de março, na cidade de Zurique – Suíça, o IV Encontro de Correção de Deformidades da Coluna com Sistema VEPTR. Esse sistema permite corrigir deformidades graves de coluna em pacientes ainda em crescimento, com uma técnica minimamente invasiva, sem a necessidade de artrodese.
O Rio Grande do Sul foi pioneiro no uso desta técnica, realizada pelo Serviço de Ortopedia Pediátrica do IOT/HSVP. Como conseqüência, o Dr. Luis Gustavo Calieron foi o representante brasileiro no Congresso em Zurique onde teve oportunidade de palestrar e mostrar seus casos.
O Congresso contou com a presença de cirurgiões do mundo inteiro destacando-se: Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Japão, Itália, Suíça e Arábia Saudita.
No final do encontro foram expandidas as indicações do uso do Sistema VEPTR, quando o Dr. Luis Gustavo mostrou a casuística da utilização em casos de instabilidades secundárias a tumores da coluna em crianças, o que foi prontamente elogiado e aceito por todo o grupo presente.
O Dr Luis Gustavo Calieron fez especialização em Hamburgo – Alemanha (Serviço de maior experiência mundial no método) e agrega o Serviço de Ortopedia Pediátrica do IOT-HSVP desde 2005.

